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Não ao aborto, sim a vida

Updated: May 13, 2023

Sinto, vivo, desperto.


Quem, quer impedir que o meu choro ecoe pela casa, que meus pés ainda tão desproporcionais ao tanto que vou precisar caminhar, corra pela quintal, que sinta o sabor ácido capaz de arrepiar a pele e corroer sonhos e palavras.


Quem, quer me impedir de sentir a ventania balançando as árvores, forrando o chão com um estalar seco ao caminhar, quem quer me impedir de aprender palavras que ainda não sei ao certo aonde vou usar, como podem me impedir de desaprender as palavras, ter o coração disparado, ter um sorriso inexplicável na cara.


Quem, quer me impedir de correr para matar uma saudade sufocada no peito, de ver paisagens tão visitadas serem novidades ao novo olhar, como podem querer que eu não viva um aperto de mãos ou o entrelaçar delas, que eu não sinta a pele grudar na minha e queira sentir o cheiro de uma pele recém molhada.


Quem, quer me impedir de viver as aventuras bobas e cheias de risadas com aqueles que decidirem ficar ao meu lado mesmo que não sejamos do mesmo sangue, que eu não fique muito louca uma sexta-feira a noite por querer viver em exagero. Porque sim, eu terei fases de exagero, vou me perder de mim e as vezes vou explodir.


Quem, quer me impedir de acordar pra quem realmente nasci para ser, quem quer me impedir de estar viva humilhando-me diante do sol para ser um pouquinho mais morena, que não queira me ver ganhar um prêmio importante demais para realmente ser comemorado, que não me deixe querer que outro sinta, viva e desperte também.


Como podem querer que eu não esteja ao lado de alguém que um dia eu deixei viver em mim e hoje vive por mim até o momento em que não precisar mais do meu peito para acolher e também se torne abrigo.


Quem, quer me impedir de sentir, viver e despertar…

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